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Em
1966 um rapaz chamado Jorge da Costa estava empinando pipa no Morro do
Vintém, em Niterói, quando fez uma descoberta que provavelmente
traumatizou-o pro resto da vida: ele esbarrou com dois cadáveres.Os
corpos estavam caídos lado a lado, levemente cobertos pela grama. Não
havia sangue ou outros sinais de luta
no lugar. Os caras não mostravam nenhum ferimento, suas roupas não
estavam rasgadas nem nada.O menino então voltou pra casa e entrou em
contato com a polícia local que chegaram ao lugar e encontraram uma cena
que até hoje desafia explicação racional. Os dois corpos trajavam
ternos e capas de chuva. Perto do corpo a polícia encontrou uma garrafa
de água (que estava vazia), e um pacote com duas toalhas.Até aqui a
história já parece bizarra o bastante (como qualquer morte múltipla sem
causa aparente é), mas tem mais. Sabe por que a história ficou conhecida
como o Caso das Máscaras de Chumbo?Porque os defuntos estavam usando
justamente isso no meio da cara - estranhas máscaras de chumbo comumente
usadas pra proteger o rosto de calor ou radiação.Ok, então dois malucos
subiram no morro com água, toalhas, ternos, capas de chuva e umas
máscaras metálicas. Os policiais encontraram um caderno com um dos
corpos que deixou claro que o caso nas mãos deles era mais misterioso e
sinistro do que eles pensavam.Além de mensagens crípticas envolvendo
códigos, símbolos estranhos e números que pareciam ser frequências de
rádio, o caderno trazia uma folha avulsa com seguinte mensagem, copiada
aqui na íntegra:16:00 está no local determinado. 18:30 ingerir cápsulas,
apósefeito proteger metais aguardar sinal máscara
Ou
seja - o que a primeira vista parecia ser uma pista no caso acabou
trazendo mais dúvidas ainda. Assim como o resto das anotações no
caderninho, a mensagem jamais foi decifrada.A polícia continuou
investigando, mas nunca descobriu muita coisa além da identidade dos
dois homens, que eram técnicos em eletrônica. Como você deve ter
imaginado, autópsias dos dois cadáv
eres
não revelaram nenhum tipo de toxina. A causa da morte é um mistério até
hoje.Os dois saíram de Campos no dia 17, dizendo que iriam comprar
material de trabalho. Um carro também estava em seus planos de compras e
traziam Cr$N 2.300,00 (dois e trezentos cruzeiros novos), segundo
testemunhas posteriores. O dinheiro não foi encontrado.Todos os seus
passos foram levantados pelos detetives fluminenses. Tomaram o ônibus às
9h e chegaram a Niterói
às 14:30h. Compraram num armarinho as capas impermeáveis e num bar a
água mineral (Casa Brasília, na rua Cel. Gomes Machado e bar São Jorge, à
rua Marquês do Paraná). A moça que os atendeu neste último
estabelecimento disse que Miguel parecia muito nervoso e toda hora
olhava para o relógio. O tempo estava chuvoso e escurecia rapidamente.
Dali foram direto para o local onde foram mortos. Isto no dia 17 de
agosto de 66. Seus corpos só foram encontrados no dia 20.Afinal, o que
eram aquelas cápsulas? Quem as forneceu? Quem as manipulou? São
perguntas que, se respondidas, poderiam trazer muita luz ao caso. Mas
até hoje o caso permanece um mistério. Foram feitas outras diligências,
exumação dos cadáveres, novos exames, inclusive de radiação, ouvidas
novas testemunhas em Campos e Macaé, outros levantamentos do local, mais
minuciosos e cuidadosos. Contudo, nada mais foi encontrado. Nada que
pudesse esclarecer aquelas mortes misteriosas do caso das Máscaras de
Chumbo.Linha Direta sobre o caso:
http://www.youtube.com/watch?v=oLr35V97ttc
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